Falando de Psicologia… (6)

O que vem a ser enurese?

A palavra enurese significa falta de controle sobre o ato de urinar, podendo ocorrer durante o dia (enurese diurna), ou durante a noite (enurese noturna).

O controle sobre a emissão da urina, assim como o controle do intestino, está relacionado com o desenvolvimento total da criança. A partir do nascimento, começam a se desenvolver certas funções do organismo. Assim, nos primeiros meses, a criança é capaz de levantar a cabeça e isso resulta de um desenvolvimento dos músculos do pescoço e de um controle sobre estes músculos. Depois, ela é capaz de sentar-se, o que resulta do desenvolvimento de vários músculos do abdômen, das costas, das pernas. E esse desenvolvimento muscular vai progredindo até que a criança seja capaz de engatinhar e andar.

Da mesma forma, os músculos da bexiga vão se desenvolvendo e ficando sob controle. Quando esse amadurecimento se completa, a criança é capaz de controlar a emissão da urina. Tudo isso envolve, também, uma participação dos nervos que vão até a bexiga. Por volta dos dois anos de idade, a maioria das crianças completou esse amadurecimento. Em primeiro lugar aparece o controle diurno e, depois, o noturno. Entretanto, algumas crianças se atrasam um pouco. Só vão conseguir o controle diurno aos três e o noturno aos quatro, ou mesmo aos cinco anos. A conclusão que nós podemos tirar daí é que se torna infrutífero insistir para que uma criança não urine na roupa ou na cama, antes da época em que se completou o seu desenvolvimento. Um bom critério para se saber se tal amadurecimento foi alcançado por uma dada criança, é verificar se ela consegue manter sua roupa seca por um período maior. Por exemplo, durante o sono diurno, ou quando está brincando, ou quando sai de casa. Se ela consegue, isso é sinal de que está preparada para receber os estímulos ou os ensinamentos para conseguir um controle cada vez maior. De um modo geral, por volta dos dezoito meses o bebê começa a ter noção do que representa molhar a fralda e algum treinamento já pode ter início, com muita paciência e carinho.

Por que algumas crianças continuam com enurese noturna depois dos cinco anos?

Existe uma infinidade de razões para que isso aconteça. Vejamos algumas.

Uma das mais significativas se refere à exigência que muitas mães fazem a seus filhos para que controlem a emissão de urina, mesmo que eles não estejam preparados para isso. E elas procuram justificar essa exigência de várias maneiras: para que seus filhos sejam mais limpos e disciplinados, para que outras pessoas não possam criticá-los, para mostrar que eles aprendem com rapidez, para provar que eles são adiantados para a idade, e assim por diante. Estas coisas acabam por confundir a criança, pois ela não entende seus significados, nem tem condições fisiológicas para corresponder às expectativas da mãe. Instala-se, com frequência, uma ansiedade que é canalizada para as vias urinárias. O controle, então, ficará prejudicado, mesmo que os músculos da bexiga já estejam desenvolvidos. O resultado, portanto, é uma enurese de causa psicológica.

Um outro caso em que a enurese não é superada na devida época é aquele em que a criança tem uma ansiedade por motivos diferentes dos citados e que, por razões ainda não explicadas pela psicologia, essa ansiedade é canalizada para as vias urinárias, bem como para outros sistemas ou órgãos. Dificuldades na escola, ciúmes de um irmão, sentimento de não ser amada pelos pais, são algumas das causas mais prováveis para que essa ansiedade apareça. Também nesses casos a enurese noturna permanece por mais tempo, embora os músculos da bexiga já estejam desenvolvidos.

Uma recomendação muito importante é que se faça uma avaliação com o neuropediatra, antes mesmo de se procurar o psicólogo, pois devem ser afastadas quaisquer possibilidades de um comprometimento orgânico.

 

 

 

Bolo diferente!!!

bolo de banana

Bolo de banana sem açúcar e sem farinha de trigo

  • 4 bananas caturras bem maduras (sem a casca).
  • 2 ovos (claras e gemas).
  • ¼ de xícara (das de chá) de azeite de boa qualidade.

Bata no liquidificador e em seguida coloque essa mistura em uma tigela. Adicione:

  • 1 ½ xícara (chá) de aveia em flocos grossos.
  • ½ xícara (chá) de damascos picados.
  • ½ xícara (chá) de passas sem sementes.
  • 1 colher (sopa) bem cheia, de fermento em pó.

Não é preciso usar batedeira. Misture tudo muito bem, até que a massa forme bolhas de ar e fique homogênea.

Costumo acrescentar 1 colher (sobremesa) de mel.

Forma untada com margarina e enfarinhada com farinha de rosca.

A escolha da forma fica a seu critério: pode ser uma forma retangular, de bolo inglês. Pode ser uma forma para bolinhos individuais, tipo cupcake, ou qualquer forma que você tiver em casa. Mas, atenção: quanto menor a forma, mais rápido é o tempo de forno!

Forno pré aquecido a 200 graus.

Observações:

  1. Uso bananas muito bem maduras mesmo, para que adocem o bolo naturalmente.
  2. Prefiro usar forminhas individuais, de silicone, próprias para cupcake (unto levemente, coloco a massa com o auxílio de uma concha de sorvete, para que os bolinhos fiquem todos do mesmo tamanho).
  3. Coloco duas formas de silicone (daquelas que comportam 12 unidades de bolinhos, cada) dentro de uma assadeira ou tabuleiro e levo ao forno, pois as formas de silicone são muito moles e precisam de um apoio para irem ao forno convencional ou elétrico.
  4. O tempo de forno varia de 30 a 40 minutos (faça o teste do palito).
  5. Depois de assados, gosto de embalar os bolinhos individualmente em plástico filme, para conservá-los úmidos.
  6. Se não quiser usar mel, pode adicionar 1 colher (sobremesa) de Tal e Qual, adoçante que pode ir ao forno. Provo a massa crua e verifico se o sabor está bom, ou se devo adoçá-la um pouco mais (com mel ou com Tal e Qual).
  7. Rendimento: 12 a 15 unidades de bolinhos ou 1 bolo de tamanho médio, assado em forma de bolo inglês.
  8. Sugestão: sirva como sobremesa, acompanhado de sorvete (dietético, de preferência).
  9. Se for demorar a consumir, guarde os bolinhos em geladeira, em recipiente muito bem fechado.

 

Bolo de mexerica (ou de laranja).

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Bolo de mexerica (ou de laranja) 

  • 4 ovos.
  • 1 copo (dos de requeijão, ou 250ml) de suco de mexerica (ou de laranja, se não encontrar mexericas bem doces e com bastante caldo).
  • 1 copo de óleo.
  • 2 copos de açúcar.
  • 2 copos de farinha de trigo peneirada.
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó.

Bata os quatro primeiros ingredientes no liquidificador. Coloque esta mistura na tigela da batedeira e adicione a farinha de trigo. Bata bastante, até formar bolhas. Acrescente o fermento e misture até incorporar bem.

Coloque esta massa em forma bem untada com margarina e polvilhada com farinha de rosca. Use uma forma grande (28 cm de diâmetro), pois o bolo cresce muito. A massa fica meio líquida e, com isso, demora a assar (de 40 a 50 minutos).

Desenforme só depois que o bolo estiver frio.

Nota: o suco (de mexerica ou de laranja) é o natural, puro. Use o espremedor de laranja, pois facilita o seu trabalho.

Caso queira cobrir o bolo com uma calda, você vai precisar de 2 copos (500 ml) de suco (de mexerica ou de laranja), 2 colheres (sopa) rasas, de amido de milho dissolvido em meio copo de água.

Deixe o suco ferver até reduzir um pouco. Adicione o açúcar e a mistura de água e amido de milho. Volte a panela para o fogo e deixe a calda engrossar e ficar brilhante. O ponto certo é quando a calda fica na consistência de mel. Prove e verifique se precisa acrescentar mais um pouco de açúcar.

Você pode enfeitar o bolo com gomos de mexerica ou de laranja, banhados na calda que preparou.

 

Salada saborosa!

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Salada de alho porró e lombo canadense 

  • 2 xíc. (chá) de alho porró (ou 1 alho porró grande).
  • 3 xíc. (chá) de lombo canadense (500 g).
  • 5 colheres (sopa) de passas sem sementes.
  • 5 colheres (sopa) de maionese.
  • 5 colheres (sopa) de creme de leite ( ou meia caixinha).
  • 1 ou 2 colheres (chá) de mostarda (a seu gosto).
  • Meia colher (café) de pimenta do reino moída na hora.
  • Meia colher (café) de sal (prove antes, pois vários ingredientes já contêm sal).
  • Galhinhos de manjericão para enfeitar (opcional).
  • Batata palha bem fininha para polvilhar (opcional).

Corte o alho porró em fatias finas.

Retire toda a pele (ou casquinha) que envolve o lombo canadense e corte-o em tiras finas (tipo julienne).

Misture todos os ingredientes, menos o manjericão e a batata palha. Leve à geladeira.

Sirva em taças, como uma entrada. Se quiser, polvilhe com batata palha e decore com galhinhos de manjericão.

Esta quantidade serve bem a 4 pessoas. O número de taças vai depender do tamanho das mesmas.

Bom apetite!!!

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Molho delicioso para salada.

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Molho delicioso para salada

  • 1 iogurte natural, desnatado.
  • Suco de meia laranja – ou 1 xíc. (café) de suco de laranja.
  • 2 colheres (sopa) de mel.
  • 3 colheres (sopa) de azeite.
  • 1 colher (café) rasa, de creme de alho (ou 1 dente de alho pequeno, bem socado).
  • 1 colher (café) rasa, de sal.

Misture tudo muito bem e leve à geladeira.

Este molho fica ótimo com salada de folhas e se conserva por muitos dias na geladeira.

Sirva numa molheira, ao lado da sua salada preferida.

Sugestão de ingredientes para sua salada:

Alface americana; alface roxa; rúcula; agrião; tomatinhos italianos; manga Palmer em cubos; cenoura crua, ralada; palmito; morangos; folhinhas de manjericão; muçarela de búfala em bolinhas, kani fatiado.

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Romeu e Julieta (sobremesa).

image3Romeu e Julieta

(sobremesa fácil e muito gostosa!)

  • 8 Polenguinhos.
  • 1 lata de leite condensado.
  • 1 embalagem de goiabada em barra (de 350 a 500 g – conforme a marca).
  • 1 caixinha de creme de leite.

Amasse, com um garfo, os Polenguinhos e misture com o leite condensado.

Pique a goiabada e leve ao fogo, com um pouco de água filtrada, só para dissolvê-la levemente, até que fique cremosa. Adicione o creme de leite e misture muito bem.

Arrume – num recipiente transparente, tipo taça – uma camada da mistura de Polenguinhos e, sobre ela, a mistura de goiabada.

Leve à geladeira.

Sirva com sorvete de creme.

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Filé de salmão grelhado, ao molho de ervas.

grilled salmonFilé de salmão grelhado, ao molho de ervas 

  • 1 quilo e meio de filé de salmão. 

Retire a pele do salmão, caso tenha. Corte em postas regulares e mais ou menos largas (3 cm de largura). Tempere com sal, um pouco de suco de limão, pimenta do reino e um pouco de creme de alho. Deixe tomar gosto por 2 horas.

Escorra na hora de grelhar.

Aqueça uma grelha (ou uma frigideira grossa) e coloque azeite misturado com manteiga ou margarina. Coloque as postas de salmão (no máximo 4 de cada vez, senão a frigideira esfria) e deixe grelhar por 3 minutos de cada lado. Retire com cuidado para não quebrar.

Reserve, enquanto prepara o molho de ervas.

Molho de ervas

  • 200 g de manteiga.
  • 1 xíc. (chá), bem cheia, de cheiro verde picado (cebolinha, salsinha e um pouco de coentro).
  • 1 colher (sopa) de tomilho fresco (só as folhinhas).
  • Pimenta do reino e molho inglês, a seu gosto.
  • 1 colher (sopa) de suco de limão.
  • 1 dente de alho bem socado.
  • Meio copo de água.
  • 1 colher (sobremesa) de maizena.
  • 2 colheres (sopa) de alcaparras (lavadas e escorridas, para retirar o excesso de sal).

Aqueça a manteiga e doure o alho. Junte os demais ingredientes e deixe ferver até engrossar.

Sirva um pouco sobre o peixe e o restante numa molheira.

Nota: o peixe e o molho devem ser servidos bem quentes, pois o sabor fica bem melhor.

Falando de Psicologia… (5)

Tiques e seus significados

 

Piscar os olhos, encolher os ombros, fungar ou fazer caretas são gestos comuns. Mas quando se tornam repetitivos e despropositados assumem a forma de tiques. Em geral processados de forma inconsciente, os chamados tiques nervosos não dão trégua no período de vigília e só desaparecem durante o sono. O que está por trás desses movimentos sem ritmo, repetidos com frequência e sem motivo aparente?

Sabe-se que a incidência é maior durante a infância e a adolescência, podendo ter início por volta dos quatro anos, atingindo mais os meninos do que as meninas (numa proporção de três meninos para cada menina). Sendo mais frequentes na face, no pescoço e nos ombros, os tiques podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive nos músculos respiratórios, aparecendo sob a forma de tosse ou pigarro, e nos músculos da expressão vocal, quando a pessoa passa a emitir ruídos diversos. Pesquisas revelam que a maioria dos tiques desaparece com o tempo (duram menos de um ano), não comprometendo a fase adulta. Estes são os chamados tiques simples transitórios, que atingem cerca de 5 a 25 por cento da população de crianças e adolescentes. No entanto, é muito importante esclarecer a origem de tudo isso, pois há casos em que os tiques (mais complexos) nem sempre são transitórios e podem estar ligados a uma doença neurológica, conhecida como síndrome de Tourette, muitas vezes associada a certos transtornos da conduta. As manifestações comportamentais mais frequentes são o transtorno obsessivo-compulsivo(TOC), a hiperatividade e o déficit de atenção, assim como a falha no controle dos impulsos. É imprescindível que a criança seja avaliada por um neurologista infantil, visando os procedimentos adequados a cada caso. Também é de muita valia a consulta feita ao especialista em psiquiatria infantil.

Quanto aos tiques mais simples, calcula-se que uma em cada dez crianças manifeste um tique, pelo menos durante algum período, nos seus primeiros dez anos de vida. Quais seriam as causas e como ajudar tais crianças?

Geralmente, quando a criança vive momentos que são sentidos como fonte de ansiedade e stress, ela tem tendência a somatizar esses sentimentos, isto é, a exteriorizar as suas emoções através do corpo, ou então apresenta mudanças no comportamento. Assim, podemos encontrar alguns sintomas típicos: dores persistentes e diversas; problemas no sono e na conduta alimentar; taquicardia; reaparecimento de medos; choro e pouca tolerância às frustrações; dificuldade de concentração e cansaço; queda no rendimento escolar; comportamentos contraditórios e incompreensíveis e o aparecimento de tiques. A entrada para a escola (ou mudança de escola) é um exemplo de uma situação que pode gerar stress para algumas crianças. Mas existem muitos outros como: problemas familiares diversos, ausência de um dos pais (ou de ambos), experiências traumatizantes (acidentes, assalto etc.), alguns acontecimentos mundiais (guerra, atentados terroristas, catástrofes, como terremotos ou inundações, enfim, fatos que são muito focalizados pela mídia). Todas essas situações podem ser assustadoras para as crianças, deixando-as alarmadas e inseguras. Por isso mesmo, é essencial que alguém as tranquilize e lhes explique os acontecimentos. É bom ressaltar que existe uma correlação entre a intensidade do tique (ou a conjunção de vários tiques) e o grau de ansiedade sofrida pela criança.

Existem casos em que a conduta dos pais é fator decisivo no aparecimento de tiques. Principalmente quando a criança é muito cerceada ou reprimida em suas necessidades mais primárias, como correr, jogar bola, falar o que pensa ou sente, enfim, ser ela mesma. O excesso de zelo ou de cobranças pode gerar tamanho nível de tensão que, não sabendo lidar com tudo isso, a criança, num primeiro momento, tenta chamar a atenção dos pais. Não sendo atendida por eles, a angústia pode buscar uma válvula de escape através dos tiques. E como a criança não tem consciência disso, fica muito difícil superar suas dificuldades sem uma ajuda externa. É importante buscar uma avaliação psicológica (onde talvez se indique uma psicoterapia), pois a auto-estima da criança costuma ser bastante atingida pelas críticas que várias pessoas fazem a quem tem tiques.

Pais e demais adultos que lidam com a criança podem tentar minimizar as situações de stress que ela enfrenta, além de ajudá-la a encontrar uma forma de extravasar suas tensões (a prática de esportes pode ser uma boa alternativa).

Enfim, paciência, diálogo e, claro, muito carinho são as atitudes que devem ser tomadas pelos familiares e professores, lembrando sempre que a criança não faz de propósito, já que os tiques independem de sua vontade. Em se tratando de adolescentes ou adultos portadores de tiques, as sugestões de encaminhamento são as mesmas: avaliações devem ser feitas por um especialista ou mais de um (médico ou psicólogo).

 

Quiche de quinoa (receita pouco calórica)

Quiche de quinoa (sem massa)

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  • Meia xíc. (chá) de quinoa (80 g).
  • 1 colher (sopa) de manteiga ou margarina light (15 g).
  • 1 xíc. (chá) de alho poró picado (1 unidade).
  • 1 xíc. (chá) de peito de peru defumado picado (150 g).
  • 5 ovos levemente batidos.
  • Meia xíc. de tomates cereja cortados ao meio (90 g).
  • Meia xíc. (chá) de leite (120 ml).
  • 1 xíc. (chá) de muçarela ralada (100 g).
  • Meia xíc. (chá) de parmesão ralado (50 g).
  • Sal, orégano e pimenta do reino a gosto.

Coloque a quinoa para cozinhar em uma panela pequena, com dois copos de água fervente. Deixe ferver por 5 minutos e retire do fogo. Escorra numa peneira. Reserve.

Coloque a manteiga ou margarina em uma frigideira (fogo médio) e refogue o alho poró e o peito de peru defumado (por 3 minutos, mais ou menos). Retire do fogo.

Misture bem, numa tigela, os 5 ovos levemente batidos, a quinoa cozida e escorrida, o tomate cereja picado, o leite, a muçarela e o parmesão ralados, o refogado de alho poró com peito de peru e os condimentos.

Transfira essa mistura para uma forma redonda untada (ou pirex) , com diâmetro de 23 cm, mais ou menos. Leve para assar em forno médio (180°C) por mais ou menos 40 minutos, ou até que a quiche esteja firme. Retire do forno e sirva ainda quente; ou fria, acompanhada de uma salada verde.

Nota: embora os queijos não sejam light, eles são necessários para dar sabor e consistência à quiche. No entanto, a quantidade deles é pequena, tendo em vista o resultado final.

Falando de Psicologia… (4)

 

Encontros e desencontros

 

Com muita frequência recebo queixas de pessoas que se sentem pouco valorizadas ou incompreendidas, simplesmente por não serem ouvidas como gostariam. Há jovens que dizem: “meus pais não me entendem, eu falo uma coisa e eles entendem outra”. Adultos reclamam do relacionamento conjugal, ressaltando a “falta de diálogo”. Crianças se ressentem pelo pouco tempo dos pais, para conversar e ficar mais em casa. Outros sentem necessidade de desabafar, mas seus amigos se mostram insensíveis a isso. Observo que em cada um desses casos ocorre uma espécie de desencontro, uma falta de sintonia que pode gerar desentendimentos.

Hoje quero abordar dois aspectos importantes dessa questão: saber ouvir e ter empatia. Saber ouvir é cultivar a difícil arte da empatia, que é a habilidade de se colocar no lugar do outro, percebendo e compreendendo seus sentimentos. “Saber ouvir transcende o ato de escutar; é compreender a pessoa que se expressa; é entender a mensagem que ela transmite; é assimilar o que é comunicado por palavras, atitudes, gestos ou silêncio; é perceber a grandeza da comunicação e do diálogo; é alcançar a plenitude do relacionamento humano” (segundo o jornalista Gustavo Gomes de Matos em seu livro “A cultura do diálogo”).

O termo empatia (do grego empatheia, que significa “entrar no sentimento”) foi utilizado pela primeira vez pelo psicólogo E. B. Titchener (1867 – 1927). A empatia é um requisito indispensável para a prática da psicoterapia. É preciso ter uma percepção do mundo do outro como se fosse o seu próprio, o que contribui para o aumento da auto-estima, pois a pessoa sente que é importante e que seus sentimentos são devidamente considerados. Muitas vezes a empatia é o que ela mais necessita no momento, sobretudo quando não encontra essa compreensão no ambiente familiar.

Empatia começa com a capacidade de estar bem consigo mesmo, de perceber e aceitar as características da própria personalidade. Pessoas com dificuldade de entender o outro, demonstram que também não receberam compreensão em suas necessidades e sentimentos no transcorrer da vida. Se não tiveram suas necessidades supridas, certamente encontrarão dificuldade em entender e atender as necessidades alheias.

O escritor Rubem Alves assim se expressa sobre a arte de saber ouvir: “De todos os sentidos, o mais importante para a aprendizagem do amor, do viver junto e da cidadania é a audição. Diz a Escritura Sagrada: ‘No princípio era o verbo’. Eu acrescento: ‘Antes do verbo era o silêncio.’ É do silêncio que nasce o ouvir. Só posso ouvir a palavra, se meus ruídos interiores forem silenciados. Só posso ouvir a verdade do outro se eu parar de tagarelar. Quem fala muito não ouve. Sabem disso os poetas, esses seres de fala mínima. Eles falam, sim. Para ouvir as vozes do silêncio.”

Se estivermos comprometidos com o ensinamento de Jesus “amai-vos uns aos outros”, teremos mais facilidade em ouvir com paciência, com interesse, com atenção, com consideração, com humildade e com sabedoria. Em outras palavras, conseguiremos ouvir com amor qualquer pessoa que esteja necessitando de uma verdadeira acolhida.

Para finalizar, gostaria de sugerir algumas atitudes que facilitam o bom entendimento.

  • Em se tratando de relacionamento pais e filhos, na medida do possível seria bom reservar um tempo para conversar sobre o dia a dia de cada um, com todo o cuidado para entender profundamente o que o outro quer dizer e, principalmente, o que está sentindo. Dessa maneira os interlocutores demonstram respeito e apreço, uns pelos outros.
  • Quando as mulheres falam sobre suas dificuldades, os homens geralmente resistem, partindo do pressuposto de que serão acusados de causar tais problemas. Muitos não se dão conta de que elas se sentem bem só de serem ouvidas e compreendidas em seus anseios.
  • É preciso colocar o sentimento à frente das palavras. Quem precisa de um desabafo deve, também, respeitar o momento que o outro está vivendo, pois nem sempre isso coincide com a necessidade e a urgência de quem quer ser ouvido.
  • Em síntese, uma comunicação satisfatória requer uma boa sintonia de todas as partes envolvidas.