Falando de Psicologia … (21) – Quando os irmãos brigam

Quando os irmãos brigam

A briga entre irmãos sempre ocorreu, em qualquer família e em todas as gerações. Aliás, já foi tema de inúmeras obras de literatura e aparece até mesmo na Bíblia (Caim e Abel, dentre outros exemplos).

Quando as crianças brigam, é natural que os pais se mostrem preocupados e queiram saber como agir. Daí a importância de se saber o que há por trás das brigas infantis. Se considerarmos que são uma decorrência da agressividade, temos que levar em conta alguns fatores:

_ o que é agressividade;

_ quando é que aparece;

_ por que aparece.

Segundo Freud, “a agressão é uma característica universal e necessária. Sem ela, o indivíduo seria incapaz de competir em um meio indiferente e hostil e assegurar as condições essenciais de existência. Jamais poderá ser ela eliminada da sociedade humana e, pelos seus valores positivos, tampouco é desejável que ocorra”. Em termos mais simples, a agressividade seria uma reação própria do ser humano em determinadas circunstâncias, principalmente se ele é impedido de fazer algo que lhe agrada. Portanto, a agressividade é uma das formas de reagir às frustrações.

Quando e por que uma criança se mostra agressiva?

As tendências agressivas são mais evidentes após um ano de idade e costumam ser mais precoces e intensas no sexo masculino. Entre os três e seis anos muitas crianças demonstram maior agressividade, o que propicia o aumento das brigas. E isso se explica pelo fato de que a criança não pode fazer tudo o que quer e ainda não dispõe de senso crítico para saber se está certa ou errada. Ela simplesmente precisa se opor para mostrar que também é gente, que também tem opinião.Há uma grande necessidade de auto-afirmação, de independência. Além disso, há outras causas da agressividade infantil: frustração, ciúme de um irmão, necessidade de chamar atenção, insegurança, sentimento de rejeição, criança superprotegida etc. Seja qual for a origem da agressividade, é necessário permitir a sua manifestação. Porque é exprimindo sentimentos – no caso, sentimentos hostis – que a criança vai se firmando como pessoa. Tal expressão dá a ela uma segurança crescente de sua existência como ser único, que “sente”, que “vive”, que “respira”, que “tem raiva”, que “ama”, enfim, que existe. Esta experiência de individualidade e de valor pessoal é muito importante para um desenvolvimento sadio. A família propicia a segurança para essa expressão, o que não se consegue fora. A criança sabe, de algum modo, que pode brigar com o irmão, pois alguém a defenderá de algum desastre. Ela sabe que os pais poderão intervir em caso de excesso. Além disso, já experimentou sentimentos de afeto pelo irmão e já recebeu manifestações de afeto dele. Isso dá a ela a confiança de que, embora brigando, existem poucos riscos de se machucar, realmente.

Pessoas afirmativas, seguras, confiantes, surgem quando, em criança, têm como expressar seus sentimentos, sejam de afeto, sejam de agressividade. E, ao contrário, pessoas tímidas, desconfiadas, que não acreditam em si mesmas, podem surgir quando, em criança, são impedidas de identificar e expressar os próprios sentimentos, pois não tiveram oportunidade de descobrir o que existe dentro delas.

Mas, a briga entre irmãos é sempre benéfica?

Não, existem condições em que ela pode ser prejudicial.

É o caso, por exemplo, de se permitir que as crianças cheguem a se machucar. Isso não é bom para ambas. Para a que se machucou, porque ela pode desenvolver medo de brigar das próximas vezes e ser levada a conter seus impulsos agressivos. Para a agressora, porque ela pode sentir-se culpada. Se isso acontece uma ou duas vezes e se o dano físico não é grande, não existem maiores consequências para uma ou outra. Mas, se o episódio se repete com frequência, então os riscos de que as duas crianças se prejudiquem é evidente.

Uma outra situação indesejável é quando as brigas transcorrem num clima de dominação de uma criança e submissão da outra, terminando com a primeira impondo-se sempre à segunda. A criança dominadora pode tornar-se exigente, intransigente e ter dificuldade de se adaptar a outras crianças. A criança dominada não desenvolve a iniciativa e a autoconfiança.

Também é ruim quando os pais interferem muito nas brigas. Como há sempre alguma diferença de idade, a criança menor pode julgar que os pais não acreditam nela, na sua capacidade de se defender; e essa suspeita pode desenvolver, na maior, um sentimento de que é “má”, pois está fazendo algo que os pais reprovam.

Em resumo, as brigas infantis podem ser uma ocorrência normal e até importante para o desenvolvimento de uma personalidade sadia. Cabe aos pais ter o discernimento e o bom senso necessários para saber como ajudar cada filho.

 

Falando de Psicologia…(20) – Quando os filhos “escravizam” suas mães.

Quando os filhos “escravizam” suas mães 

Frequentemente sou procurada por mães que se declaram esgotadas, de tanto lutar para acabar com certas “manias” dos filhos. Elas se referem à dificuldade em torná-los pontuais e organizados. E isso parece ainda mais evidente quando envolve questões escolares (horário para estudar, cuidados com o material) e hábitos de higiene. As mães se desdobram, mas com pouco resultado.

Por que certas crianças “escravizam” as mães? 

As razões costumam variar bastante. Vão desde uma falta de disciplina comum, até problemas psicológicos na criança.

Assim, uma criança pode ser desorganizada porque não aprendeu a cuidar do que é seu. Da mesma forma, uma outra criança pode ter dificuldades emocionais que a impedem de aproveitar os ensinamentos dos pais.

Vejamos com maiores detalhes as causas desses comportamentos.

  • Falta de disciplina. A criança não foi devidamente orientada pelos pais e, então, mostra-se desorganizada ou impontual, ou com algum outro tipo de comportamento indesejável.

A disciplina, dependendo da forma com que é aplicada, pode provocar um efeito negativo sobre a criança. Isso geralmente ocorre quando os pais enfatizam sua reação à falta cometida (isto é, sua irritação, desânimo, raiva, decepção diante da conduta do filho), desestimulando a criança a mudar de atitude. Seria bom que os pais mostrassem as vantagens de uma determinada maneira de agir. Mas, com grande dose de paciência e compreensão, sem os castigos ou humilhações que fazem a criança sentir-se culpada ou revoltada.

  • Idade da criança. Pode não estar ao alcance da criança compreender a importância da ordem e dos horários, e como mantê-los. Por exemplo, exigir que uma criança de seis anos arrume todo o seu material escolar, bem como se responsabilize pelos deveres de casa sem a supervisão de um adulto, pode ser algo que, ao invés de proveitoso, acabe por prejudicá-la. De modo análogo, não se pode esperar que uma criança muito nova saiba respeitar os horários das refeições. Para ela, o que conta é seu apetite, ou a atração que certas guloseimas provocam. A orientação – tanto materna, quanto paterna – é essencial para promover bons hábitos na criança, sobretudo os que se referem à higiene pessoal, alimentação e estudos.
  • Imitação. Certos pais costumam exigir que a criança faça certas coisas que eles próprios não fazem. É o caso, por exemplo, da criança que nunca vai para a mesa quando a refeição é servida, mas só depois que esfria. A mãe fica irritada com o filho, mas nem sempre percebe que ele está apenas seguindo o “exemplo” do pai, que por sua vez sempre chega atrasado.
  • Prêmios que a criança recebe. Assim como os castigos, também as recompensas têm seu lado negativo. Quando os pais dão prêmios para a criança ficar quieta ou não fazer desordem, ela pode usar dos mesmos comportamentos indesejáveis para obter novas vantagens. Por exemplo, algumas crianças começam a fazer “bagunça” de propósito, só para que os pais prometam algum presente que as faça desistir de continuar com a desordem que iniciaram.
  • A criança não aprendeu a distinguir o certo do errado. De um modo geral, isso ocorre quando os pais são instáveis, inconstantes ou contraditórios. Usando ainda aquele exemplo da criança que se atrasa na hora das refeições, podemos supor que ela não se habituou a respeitar o horário porque seus pais não souberam como orientá-la.

Assim, se a mãe (ou o pai) se mostra tolerante num dia, com o mesmo comportamento que provocou grande irritação na véspera, é de se esperar que o filho fique confuso. Certamente, os problemas de disciplina surgirão.

  • Problemas psicológicos da criança. Pode ocorrer que a criança tenha capacidade para agir corretamente, mas não o faça por ser portadora de problemas emocionais. Assim, uma criança muito agressiva ou muito rebelde, pode ter sérias dificuldades na execução de uma tarefa, por mais simples que seja. Como, por exemplo, guardar seus objetos sempre no mesmo lugar.

Em linhas gerais, essas são as causas que quase sempre estão por trás de um comportamento indesejável.

É fácil concluir que, da mesma forma que uma criança precisa ser livre e receber estímulos que a tornem independente, deve também ser preparada pelos pais a fazer bom uso dessa liberdade. Portanto, não se trata de excesso de autonomia ou de excesso de restrições. Mas de um meio termo, onde coexistam atitudes de aprovação e de repreensão, de carinho e de colocação de limites, para que a criança possa assimilar, através dos pais, um modo equilibrado de agir e de se comportar, de acordo com as exigências de cada situação.

 

Batatas assadas – práticas e saborosas.

Batatas assadasBatatas assadas 

  • 6 batatas médias ou grandes, com casca.
  • Temperos diversos: sal, pimenta do reino, creme de alho, orégano, ervas finas e azeite.
  • Depois de assadas, polvilhar com páprica doce.

Modo de preparo:

Lavar muito bem as batatas e cortá-las em quatro, na horizontal. Lavar novamente, para eliminar o amido.

Enxugar com pano de prato.

Colocar numa tigela e temperar a gosto, utilizando os temperos já citados.

Forrar um tabuleiro grande com papel alumínio e dispor as fatias de batata, uma ao lado da outra, sem empilhar.

Assar (descoberto) por 40 minutos em fogo forte.

Retirar do forno e adicionar mais temperos: páprica doce (polvilhar sobre cada pedaço de batata); colocar mais azeite e mais um pouco de sal, se necessário. Espetar com um garfo, para saber se estão macias.

Retornar o tabuleiro ao forno, agora somente para corar as batatas (uns 10 minutos, mais ou menos). É bom virá-las para que dourem por igual.

Servir bem quente, como acompanhamento para carnes ou peixes – principalmente assados, ou grelhados.

 

 

Alfajor Líquido

Alfajor Líquido                                                

  • 1 lata ou vidro (800 g) de doce de leite de boa qualidade (Viçosa, Aviação ou Havana).
  • 3 caixinhas (200 g cada) de creme de leite.
  • 1 embalagem (200 g) de biscoito de maizena (Piraquê ou Aimoré).
  • 1 tablete (180 g) de chocolate meio amargo (Nestlé ou Lacta).

Para decorar:  cereja com cabinho (em calda) ou cereja confitada (sem licor e com aparência de vidro, pois é transparente) – (opcional).

Um pouquinho de chantilly (opcional).

Folhinhas de hortelã (opcionais).

Modo de fazer:

Bata na batedeira o doce de leite e o creme de leite até ficar bem homogêneo.

Se for usar taças individuais, coloque 2 conchas pequenas em cada taça, com cuidado para não sujar as laterais.

Você vai precisar de 12 a 15 taças médias.

Coloque na geladeira para firmar o doce, senão a cobertura afunda depois.

Eu coloco o botão de temperatura no máximo, por uns 20 minutos, para agilizar o processo, mas não se esqueça de voltar o botão para a temperatura normal, depois.

Para a cobertura:

Quebre os biscoitos e triture, aos poucos, no liquidificador (usando a tecla “pulsar”), com muito cuidado para não virar pó. A textura fica semelhante a uma farofa fina.

Rale o chocolate no ralo grosso, onde se rala muçarela.

Retire as taças da geladeira e coloque uma camada de biscoito triturado e, a seguir, uma camada de chocolate ralado.

Observação: para que as taças fiquem iguais, meça 2 colheres (das de sobremesa ou de sopa) de cada cobertura.

Decore cada taça com cereja (sem a calda), um pouquinho de chantilly e folhinhas de hortelã.

Sirva a sobremesa bem gelada.

 

 

Falando sobre Psicologia…(19) – Quando os pais se sentem culpados

 

Quando os pais se sentem culpados 

Qualquer pessoa pode experimentar sentimento de culpa em certas circunstâncias. Trabalhando como psicoterapeuta durante décadas, pude observar que muitos pais, de gerações diferentes, estão sujeitos a sofrer com a culpa em relação aos filhos. E isso acaba interferindo na hora de colocar limites. Ocorre certa confusão entre permissividade e manifestação de afeto. Ou seja, permitindo tudo aos filhos, certos pais acreditam que conseguirão estabelecer um vínculo afetivo maior, mais significativo. Mas se esquecem de que a incapacidade de dizer “não”, ou os sentimentos de culpa associados à ausência de limites, são tão nocivos quanto o autoritarismo, na medida em que provocam uma dificuldade de adaptação social. Uma criança que cresce sem limites não tolera a espera, é incapaz de ceder quando se trata da satisfação de suas necessidades, não convive bem com as frustrações e não aceita que as coisas não funcionem do seu jeito. Se pararmos para pensar sobre isso, vamos verificar que tais crianças dizem “não” com muita facilidade, enquanto seus pais relutam em fazê-lo. Recusam-se a obedecer em suas atividades diárias, como por exemplo: na hora do banho, na hora das refeições, na hora de ir para a escola ou de fazer as lições de casa. É importante lembrar que ninguém nasce com o perfil de um tirano. As condições ambientais podem transformar uma criancinha inocente em alguém extremamente rebelde e insatisfeito, não só na infância, como também na adolescência e até mesmo na idade adulta.

A dificuldade em dizer “não” e estabelecer limites, muitas vezes está diretamente ligada ao sentimento de culpa que os pais experimentam por se ausentarem de casa, passando o dia todo envolvidos com seu trabalho ou com outras atividades. Quando se encontram com os filhos, querem compensar tal ausência por uma permissividade que desconhece o bom senso e a adequação. Alguns até almoçam em casa, mas se mostram incapazes de dar uma boa orientação. Assim, se o filho pede algo, eles interrompem uma atividade (como assistir um noticiário na TV, por exemplo), agindo como se o desejo do filho fosse uma prioridade absoluta.

Para tentar ajudar esses pais, vou citar alguns elementos que devem ser lembrados.

Nesse momento quero me dirigir a eles com o maior respeito e carinho, pois é grande o sofrimento de quem experimenta sentimento de culpa e ainda precisa ter energia e discernimento para exercer uma profissão. Portanto, pais:

  • Não tenham medo de exercer sua autoridade. Lembrem-se de que os limites, quando colocados de forma justa e coerente, podem ser até mesmo terapêuticos.
  •  Ninguém precisa ficar fisicamente junto 24 horas por dia, para ter uma relação autêntica e feliz.
  • Reavaliem sua disponibilidade de tempo, pois não é saudável se sacrificarem com uma carga horária de trabalho que comprometa seu tempo livre para dedicar aos filhos.
  • A educação de nossos filhos deve ter como objetivo fundamental o desenvolvimento de pessoas responsáveis, maduras e autônomas.

 

Falando de Psicologia … (18) – Quando as palavras não surtem o efeito desejado.

Quando as palavras não surtem o efeito desejado 

Inúmeras são as mães que enfrentam um tipo de dificuldade com seus filhos: eles não lhes obedecem, por mais que elas repitam suas determinações e censuras. Ocorre um desgaste generalizado e o problema da rebeldia não se resolve.

Vejamos o que acontece com muitas mães que desejam corrigir um filho (com os pais os comportamentos que citarei a seguir são menos frequentes, por vários motivos, sobretudo quando eles ficam menos tempo com os filhos, no seu dia a dia).

  • A mãe tem dificuldade em manter a ordem dentro de casa (seja com os filhos, com a empregada ou com qualquer pessoa que se ache envolvida no ambiente familiar).
  • A mãe é contra castigos de qualquer natureza e prefere “conversar” com o filho. Mas, acaba perdendo o foco na medida em que exagera através de repreensões longas, cansativas e infrutíferas.
  • A mãe quer sempre impor sua vontade ao filho. Com o excesso de palavras ela tentaria fortalecer seus pontos de vista perante a criança ou o adolescente.
  • A mãe, através de suas palavras, pretende levar o filho a agir racionalmente. Por isso mesmo, ela se desdobra em explicações sobre o “porquê” de tudo. Conforme o nível de compreensão da criança, certos detalhes fogem ao seu alcance, tornando inútil todo o discurso da mãe.
  • A mãe se preocupa demais com a opinião alheia. Ao repreender o filho, lembra-lhe: “como é feio fazer isso”, “o que os outros vão pensar” e assim por diante.
  • A mãe não tem controle emocional. Sabe que fala demais, mas não consegue evitar que isso aconteça. Se o filho faz algo errado, ela costuma falar ainda mais.

O que fazer, então, quando as palavras não surtem o efeito desejado? 

Em primeiro lugar, precisamos definir nossos objetivos. Muitas vezes a mãe está tão confusa e esgotada, que é quase impossível a criança assimilar o sentido de suas palavras. Se pretendermos ajudar nossos filhos através de uma disciplina bem dosada, temos que observar alguns dos seguintes aspectos:

  • Não fazer exigências a todo o momento. Acabaríamos cansando a criança e não alcançaríamos bons resultados.
  • Manter uma decisão, desde que resolvemos tomá-la. Por exemplo, se determinamos ontem que a criança não deve chupar balas antes das refeições, hoje não podemos voltar atrás e permitir. A criança ficaria sem um ponto de referência, entre outras coisas negativas que poderiam ocorrer.
  • Na medida do possível, devemos ser coerentes naquilo que pensamos e colocamos em prática. Por exemplo, se achamos que a criança não deve mexer num determinado objeto, é preferível impedir que ela o faça, do que permitir a contragosto e depois lhe comunicar nosso desagrado através de palavras de censura.
  • Oferecer alternativas, para que a criança aceite melhor certas normas de disciplina. Por exemplo, ela não pode comer guloseimas antes das refeições, mas tem todo o direito de fazê-lo após o almoço ou o jantar, mesmo que tenha comido pouco dos outros alimentos.
  • Falar o mínimo possível nos momentos de crise. Procurar palavras de acordo com o nível de compreensão da criança, para que ela possa tirar proveito daquilo que temos a comunicar.

Em síntese, eu diria que o diálogo é muito recomendado por nós, psicólogos. Mas, quando nossas palavras são utilizadas para modificar um dado comportamento, devemos escolhê-las com cuidado para que cumpram seu objetivo. E, conforme a situação, falar menos e agir mais é a conduta mais indicada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lágrimas benfazejas

Estamos na época de Natal e observo o comportamento de algumas pessoas, que se mostram um tanto radicais. Existem as que se esquecem do principal sentido do Natal, que é o nascimento do Menino Jesus. E para completar, elas criticam aqueles que homenageiam o verdadeiro aniversariante.

Chegam a ponto de incutir, nos filhos, a ideia de que “Natal é para os tolos”! Sendo assim, privam até mesmo as crianças dos alimentos típicos desta época e abominam a fantasia infantil em relação à figura do Papai Noel. Para essas pessoas, a troca de presentes é algo apenas comercial, sem qualquer valor afetivo.

Existem outras que se mostram depressivas ou revoltadas, sem tentar, ao menos, uma aproximação com familiares ou amigos, para buscar uma inclusão num grupo mais alegre, que se reúna para uma confraternização.

Não podemos nos esquecer do quanto é enriquecedor e gratificante, compartilharmos boas emoções com as pessoas que amamos!!!

Em Belo Horizonte, todo dia 25 de dezembro, nos restaurantes populares, que atendem pessoas muito carentes, como moradores de rua, são servidas incontáveis refeições muito saborosas e especiais, para alegria de todos! Presentes são distribuídos para adultos e crianças, num clima de grande alegria e muito carinho. Mas o que mais me chama a atenção, é o reconhecimento e ausência de revolta, dessas pessoas que vivenciam as maiores privações, sejam de ordem material, afetiva, social e até mesmo moral.

Fico pensando que, no fundo, essas pessoas tão humildes, são mais felizes que aquelas que citei no início destas reflexões…

Outro tipo de extremismo que me chama a atenção, refere-se à interpretação do choro. Tanto em crianças como em adultos que choram, em algumas circunstâncias.

Toda mãe sabe que o choro de um bebê pode ter muitas conotações. Ou seja, a mãe atenta e sensível sabe identificar um choro por fome, por desconforto com uma fralda que precisa ser trocada, por dor ou porque seu bebê precisa, apenas, ganhar um colinho aconchegante.

Mas os “pessimistas de plantão”, rotulam logo como choro por birra, mesmo em se tratando de um bebê.

Com crianças maiores a coisa fica ainda pior: há pais que batem para o filho calar a boca, ou mandam a criança “engolir o choro”!

Já tive o desprazer de ouvir uma profissional da área de saúde falar, de forma bastante ríspida, com seu pequeno paciente, para ele engolir o choro!!!

No caso de adultos que choram com facilidade, muitas pessoas já classificam esse choro como sinal de depressão, mesmo que esses adultos sejam emotivos e chorem diante de situações específicas, tais como despedidas ou reencontros, assistir a um filme triste, presenciar cenas chocantes, participar de ocasiões especiais (casamento de um(a) filho(a), nascimento de um(a) neto(a), receber a notícia do sucesso num concurso, ver um ente querido sofrer com uma doença e falecer… e assim por diante).

Podemos chamar tais lágrimas de lágrimas benfazejas, pois há casos em que a repressão de sentimentos resulta em doenças!

Pessoalmente, sou a favor da livre expressão das emoções mais genuínas, não só por saber que isso é saudável, mas também por apreciar toda forma de autenticidade, desde que não prejudiquemos a quem quer que seja! Nossa sinceridade é benéfica para nós mesmos e para as pessoas que nos cercam…

 

Falando de Psicologia … (17) – Afinal, timidez é medo ou ansiedade?

Afinal, timidez é medo ou ansiedade? 

Já falei sobre a timidez na infância. Hoje quero esclarecer alguns aspectos mais gerais, relativos a qualquer faixa etária.

Timidez não é medo. Tecnicamente, timidez é ansiedade em situações sociais. Quando se fala em ansiedade pensa-se em uma condição médica, uma doença. A timidez seria uma doença?

Vejamos, primeiro, a diferença entre medo e ansiedade.

Medo. Características:

  • apreensão ante ameaça real, objetiva;
  • risco de lesão física ou de se perder a vida.

Ansiedade. Características:

  • desconforto, no qual predomina apreensão, ante ameaça vista com os “olhos da imaginação”;
  • risco vago, com ou sem lesão física.

Contudo, a palavra “medo” está consagrada pelo uso, seja para descrever a timidez, seja para descrever uma situação em que a pessoa se sente ameaçada, mesmo na ausência de ameaça real.

O indivíduo médio apresenta ansiedade “normal” – É considerado normal que pessoas se sintam ameaçadas onde não existe perigo real, desde que isso ocorra ocasionalmente ou em circunstâncias específicas, e desde que não haja prejuízo significativo na sua qualidade de vida. A maioria das pessoas tímidas contribui para formar esse padrão médio. Entre quarenta e cinquenta por cento da população mundial se enquadram nos critérios de diagnóstico da timidez, em suas muitas apresentações.

A imensa maioria das pessoas tímidas não é considerada doente, pelos critérios das pesquisas já realizadas.

A timidez, assim como medo de falar em público, “medo do palco” e ansiedade de desempenho, são ocorrências comuns e estão ligadas a situações específicas. Exemplo: não é considerada doente a pessoa que fica um pouco tensa, com a respiração descompassada, o coração acelerado, ou mesmo quando apresenta algum distúrbio psicossomático (como diarreia ou micções frequentes), antes de certas situações, como falar em público, entrar no palco, começar uma prova de concurso, desde que essas manifestações de ansiedade passem e não prejudiquem o discurso ou o desempenho.

Mesmo não sendo considerada uma doença, a timidez pode ser um indicativo de problema psicológico. Sobretudo naqueles casos em que o indivíduo não realiza o seu potencial. Exemplos: se, em função da timidez, uma pessoa só consegue mobilizar parte do seu potencial para amar, dizemos que ela porta um problema nessa área. Se só consegue utilizar 50% da capacidade intelectual, isso certamente a prejudica. Se seu acesso aos próprios sentimentos for limitado, isso gera dificuldades. E assim por diante. Na timidez a pessoa não consegue realizar coisas pelas quais ela anseia muito, apesar do seu potencial – logo, trata-se de problema psicológico.

A timidez aumenta com o tempo?

Em certos casos, sim. Exemplo: uma pessoa tímida pode se envergonhar muito da própria timidez e com isso se tornar mais arredia ao contato. Nesse caso, a timidez inicial, por mais incrível que possa parecer, torna-se causa secundária da timidez, num processo de realimentação.

Diante do que foi exposto, podemos concluir que, embora não sendo doença, a timidez pode interferir negativamente na vida de qualquer um. É importante avaliar até que ponto se faz necessária, ou não, a ajuda de um psicoterapeuta.

 

 

Salada mexicana.

Salada mexicana     

Salada mexicana

(para 10 pessoas):

  • 1 frango defumado (Sadia ou Perdigão).
  • 2 abacaxis bem doces, tipo massa amarela.
  • 1 bandeja de filé de peito de frango (1 quilo).
  • 1 lata de milho verde (escorrido).
  • 1 xícara (chá) de passas sem sementes.
  • 2 caixinhas de creme de leite.
  • Meio vidro de maionese light da Hellmann’s.
  • 1 colher (sobremesa) de pimenta Tabasco, colocada aos poucos.
  • 3 colheres (sopa) de cebola ralada (lavada e escorrida, para ficar suave).
  • Sal a gosto.

De véspera, prepare os abacaxis. Um deles será utilizado ao natural. Pique em cubinhos e deixe escorrer em uma peneira até sair todo o caldo (que poderia deixar a salada aguada). Reserve. O outro abacaxi também é cortado em cubinhos. Coloque em uma panela e cubra ligeiramente com água, acrescentando meia xícara (chá) de açúcar. Deixe cozinhar até que o abacaxi mude de cor, ficando mais macio. Escorra em uma peneira (de um dia para o outro) e reserve.

Tempere os filés de peito de frango e refogue com alho e cebola ralada. Deixe cozinhar e depois corte em cubinhos. Reserve (sem o caldo).

Retire a pele do frango defumado (mergulhe-o em água fervente por alguns minutos e a pele sairá facilmente). Desosse, descartando pedacinhos duros, como cartilagem. Pique em cubinhos. Reserve.

Misture todos os ingredientes e prove. Se desejar um sabor mais picante, acrescente um pouco mais de pimenta Tabasco. Mas, cuidado! O segredo dessa salada é que as pessoas não percebem a presença da pimenta. Coloque bem pouco sal, pois os frangos já são temperados.

Coloque em uma saladeira transparente, ou num prato bem bonito e leve à geladeira.

Na hora de servir, decore a superfície da salada com batata palha. No Natal, coloque algumas cerejas para enfeitar.

 

Bom apetite!

 

Aprendendo a amar verdadeiramente

 

            Aprendendo a amar verdadeiramente 

A realização na vida afetiva é, sem dúvida, um dos maiores prazeres humanos. Associar casamento e amor verdadeiro costuma ser uma das metas da grande maioria dos casais, de qualquer faixa etária ou classe social. No entanto, por mais que se publiquem livros sobre o assunto, nunca é demais abordar esse tema. Por isso mesmo, vou tecer alguns comentários que poderão tornar mais claras as implicações de uma vida conjugal harmoniosa e gratificante.

Quando o vínculo entre duas pessoas se aprofunda, surge a possibilidade de se conhecerem tal como são, de fato. Qualidades e defeitos, acertos e erros, ficam mais perceptíveis. Pode começar aí, um delicado processo de aprendizagem no que se refere ao relacionamento conjugal.

Todos nós reagimos de um modo particular porque temos histórias e características pessoais diferentes. Por outro lado, ocorrem semelhanças em muitas histórias de vida, além de estarmos submetidos ao mesmo conjunto de influências sociais. Todo esse contexto pode gerar afinidades ou desavenças no dia-a-dia do casal. Dependendo da disponibilidade em aceitar o outro, até mesmo as diferenças podem propiciar oportunidades de crescimento e evolução. Para que isso ocorra, precisamos nos abrir para as necessidades do nosso cônjuge, compreendendo-o e respeitando sua individualidade. À medida que amadurecemos emocionalmente, percebemos melhor nossas limitações e arestas, de tal forma que fica mais fácil identificar até onde precisamos mudar, ou não. Essa conscientização pode nos tornar indivíduos melhores, mais suaves, mais harmônicos, mais integrados.

Muitas pessoas acreditam que para alguém amar, seja necessário evitar sentimentos ruins, ou negativos. Ora, magoar e ser magoado, sentir e provocar raiva, ignorar e ser ignorado, tudo isso faz parte da construção do aprendizado do amor. O importante é perceber que podemos experimentar sentimentos contraditórios, desde que tenhamos a humildade de reconhecê-los e, em seguida, superá-los. Para isso, precisamos estar abertos ao diálogo e ao perdão. A edificação de um lar harmonioso passa pela capacidade de respeitar opiniões contrárias, não guardar ressentimentos, saber ouvir com o coração, além de não exigir que nosso cônjuge mude, somente para nos agradar. Às vezes é pelo silêncio de um de nós que o outro recupera a calma, perdida durante um momento de atrito. E a reconciliação fica completa quando, oportunamente, ocorre um diálogo que leve ao entendimento gratificante. Para ilustrar isso, vou citar o verso de uma canção que diz mais ou menos assim: “quero deitar no seu abraço e retomar o pedaço que falta no meu coração”. Digo isso porque todo casal fica feliz quando supera suas desavenças e se reconcilia.

Do ponto de vista prático, posso citar alguns exemplos de atitudes que favorecem uma boa convivência. São os seguintes:

  • Não competir para ter razão. Se os dois estão irritados, fazer todo o possível para não brigar. É mais prudente e proveitoso fazer silêncio e esperar o momento adequado para um diálogo.
  • Não fazer referência a erros passados. Essa espécie de contabilidade só afasta o casal e reabre antigas feridas, impedindo que cicatrizem.
  • Ao cometer um erro, saber admiti-lo e pedir desculpas.
  • Não descuidar das manifestações de afeto, qualquer que seja o tempo de vida conjugal.
  • Valorizar as qualidades do(a) parceiro(a), pois todos nós apreciamos um reconhecimento sincero.
  • Ser atencioso e solidário com o outro, no cotidiano – quer nas dificuldades ou nas aspirações.

Há muitas outras sugestões que poderiam ser lembradas aqui, mas não creio que seja necessário me alongar. O mais importante é ter clareza de que o bom convívio de um casal requer desprendimento e muita reciprocidade nos valores essenciais (confiança, respeito, dedicação etc). Há que se investir o tempo todo no relacionamento. Só assim poderemos merecer a ventura de saborear, por inteiro, as alegrias proporcionadas pela chegada de nossos filhos e netos!

Para finalizar, gostaria de citar uma frase da Madre Teresa de Calcutá, quando ela diz que “é fácil amar os que estão longe, mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado”.

E São Paulo nos diz “E é isto o que eu peço: que vosso amor cresça cada vez mais, em conhecimento e em sensibilidade, a fim de poderdes discernir o que mais convém.” (Filipenses 1,9).

Sim, eu creio nessas palavras! O amor pode se intensificar e aumentar com o passar do tempo. Por isso mesmo, coloquei o título desse artigo no gerúndio…