Falando de Psicologia – (37) – Em que época tem início a fantasia? (I)

  Características da fantasia considerada normal, na  infância.

A fantasia, de um modo geral, pode ser considerada um meio da criança se adaptar à realidade, pelo menos enquanto ainda é muito nova para julgar e criticar seus próprios atos e as ocorrências da vida. Através da imaginação, a criança se integra mais facilmente ao “mundo dos adultos”. 

 Em que época tem início a fantasia?

Para diversos autores, o aparecimento da fantasia coincide com a fase de aquisição da linguagem. Para outros, isso pode ocorrer até antes desse período, ou melhor, antes que a criança tenha atingido os doze meses.

É muito compreensível que se estabeleça uma relação entre a fantasia e a linguagem, em termos de idade. Ora, se a criança ainda não fala, só poderemos deduzir a existência da fantasia por outros comportamentos que ela manifeste. Como é aos dois anos que uma criança comum domina melhor a palavra, podemos dizer que a fantasia, propriamente dita, tem início entre os dezoito e os vinte e quatro meses. Além disso, há apenas indícios de que a criança faça uso do pensamento, acompanhado da imaginação (ou fantasia). É o caso, por exemplo, da criança que, ainda bem pequena, imita o que seus familiares fazem com mais frequência:   telefonar, pegar a chave para abrir uma porta, colocar os óculos  ou pegar a bolsa na hora de sair. Isso significa que uma criancinha de um ano de idade ( ou até menos), tenta executar movimentos que reproduzam, de forma bastante aproximada, os atos reais executados pelos adultos de sua convivência. E, se formos mais longe, podemos dizer que, na fantasia dessa criança, a simples repetição de alguns atos ou movimentos, adquire o valor de uma ação verdadeira. É como se a criança acreditasse que seus movimentos, ainda descoordenados,  fossem capazes de produzir o efeito obtido pelo adulto ao usar o telefone, por exemplo. Ou mais especificamente, o celular.

Resumindo, temos: os primeiros indícios da existência da fantasia na criança são os que se caracterizam pela imitação de comportamentos mais simples, os quais dizem respeito à sua vida diária.

Gostaria de lembrar outro exemplo que mostra a existência da fantasia, sem que a criança se utilize de palavras. É quando ela imita os cuidados que sua mãe lhe dispensa, tentando alimentar  ou fazer higiene em suas bonecas (ou bonecos), ou até mesmo nos animais de brinquedo.

Para a criança tudo isso tem um significado de realidade e é de grande importância no processo de aprendizagem.

 

Observação: no próximo artigo abordarei o tema fantasia nas diferentes etapas do desenvolvimento  da criança, do ponto de vista cronológico.

 

 

 

    

 

 

 

 

Falando de Psicologia – (36) – Fantasia na infância e na adolescência (Introdução).

Fantasia na infância e na adolescência

(Introdução)

      Abordarei um tema interessante e significativo, dentro do processo de  desenvolvimento humano. Trata-se da fantasia, uma forma de pensamento que é encontrada na grande maioria das crianças e adolescentes, sobretudo em determinadas épocas de sua vida.

Devido, justamente, à incidência com que ocorre, e às suas múltiplas formas de expressão, a fantasia é um tema rico e complexo.

Vou analisá-lo sob três  ângulos diferentes:

  1. Características da fantasia considerada normal, nas diferentes etapas de evolução da criança e do adolescente.
  2. Problemas psicológicos ligados à fantasia.
  3. Os diferentes significados dos “companheiros imaginários”.

Para analisar cada um desses itens em profundidade, vou subdividir o tema fantasia em vários artigos, para não ficar muito cansativo para o(a) leitor(a).

Aguarde, portanto!

 

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Ambrosia

 

                                          Ambrosia

  • 1 litro de leite tipo A (para um resultado melhor, em termos de cremosidade).
  • 100 g de açúcar (refinado ou cristal).
  • 1 lata de leite condensado.
  • 4 cravos.
  • 2 ou 3 canelas em pau.
  • 6 a 8 ovos (de preferência caipiras).
  • Suco de meio limão.
  • 1 colher (chá) de extrato de baunilha.
  • Raspinhas de limão (1 colher de sobremesa).

 

Escolha uma panela alta (para o leite não derramar, ao ferver) e que tenha fundo grosso, para o doce não agarrar.

Coloque o açúcar na panela e deixe caramelizar, sem amargar  (isso é para dar uma cor bonita ao doce). Adicione o leite, o leite condensado e as especiarias. Deixe ferver por 10 minutos – em fogo baixo – para  que a mistura fique saborizada e o leite não evapore muito.

Retire os cravos e os paus de canela.

Enquanto isso, quebre os ovos e peneire as gemas, pois a película deixa um cheiro desagradável de ovo cru e forma grumos, em contato com o leite quente.

Misture claras e gemas e bata ligeiramente.

Coloque esses ovos numa jarra de cozinha e jogue sobre o leite fervente, em movimentos circulares. Com o fogo bem baixo, verifique se os ovos cozinharam, SEM DEIXAR QUE ENDUREÇAM!!! Desligue o fogo.

Retire os ovos com uma escumadeira, corte os pedaços em tamanho médio e reserve.

Aqueça a mistura do leite novamente e, para dar o sabor característico de ambrosia, adicione as raspinhas de limão, o suco de meio limão e o extrato ou essência de baunilha (só uma colher de chá). Prove e verifique se precisa adicionar mais um pouquinho de açúcar. Adicione os ovos que deixou reservados e deixe cozinhar muito rapidamente, só para agregar sabor.

Gosto de colocar a panela dentro de uma bacia com água e vou mexendo até esfriar o doce. Dá trabalho, mas assim não forma nata e a consistência da ambrosia fica no ponto certo – nem rala, nem grossa demais.

A ambrosia deve ficar cremosa e os ovos bem macios.

Finalmente, leve para gelar em compoteira de vidro ou cristal, como nos velhos tempos…

Nota: esta receita de Ambrosia foi baseada numa receita gentilmente ofertada por uma amiga, Silvana Correa. Quem quiser conhecer o trabalho dela, em confeitaria artística, é só acessar @silscorrea, no Instagram. Muito obrigada, Silvana!!!

 

Salada de bacalhau

Salada de bacalhau                                                                                                                              

  • 800 g de bacalhau desfiado, dessalgado e sem “espinhos”.
  • 10 unidades de mini cebolas (in natura).
  • 1 xíc. (chá) de tomatinhos (tipo uva ou grappe).
  • 1 dúzia de ovinhos de codorna.
  • 10 unidades de batatinhas mini.
  • Meia xíc. (chá) de azeitonas sem caroço (pretas ou verdes).
  • 1 xíc. (chá) de grão de bico já cozido.
  • 3 colheres (sopa) de coentro fresco, bem picadinho.
  • Temperos: azeite de boa qualidade, pimenta do reino moída na hora, um pouco de cebola roxa ralada e um dente de alho, bem amassado. Sal, só no final do preparo, por causa do bacalhau, que nem sempre fica totalmente dessalgado.

O modo de preparo é muito simples. Basta misturar tudo com muito cuidado e gelar.

Em dias frios, sirva quente, pois a receita não muda.

Observações:

  1. O bacalhau deve ser pesado depois de desfiado, dessalgado e escorrido.
  2. Cozinhar as batatinhas e os ovinhos de codorna e descascá-los com cuidado, para que mantenham a forma.
  3. As mini cebolas são usadas inteiras, sem casca e levemente aferventadas, para que fiquem macias e com sabor mais delicado.
  4. Para cozinhar o grão de bico: deixe de molho de véspera.No dia seguinte ele deve ser cozido em panela de pressão por apenas 10 minutos, depois que a válvula começar a girar (ou apitar, como se costuma dizer). O grão de bico não deve cozinhar em excesso, pois vira uma papa e na salada ele entra para complementar a estrutura e a beleza do prato.

Importante: essa salada é uma releitura de um prato preparado especialmente para a querida Isa Maiolino, por seu pai, em 2015. Essa releitura ocorreu a partir de uma foto que ela publicou em seu Instagram. A foto era tão nítida que identifiquei os componentes do prato e elaborei a presente receita. Obrigada, Isa, excelente fotógrafa de gastronomia!!!

 

Tapioca – dicas da Jeane.

Hoje não vou ensinar a preparar tapioca com detalhes, porque confesso que nunca tentei fazer. O motivo é que eu conto com uma excelente funcionária baiana, que mora em minha casa há dez anos! Nós somos boas amigas, antes de tudo!!!

Dicas da Jeane, para o sucesso de sua tapioca:

  • Ao comprar, observe se a cor branca da tapioca (crua) está realmente bem clarinha.
  • Dê preferência para a tapioca vendida em supermercado, em pacotes de plástico. Geralmente ficam refrigerados.
  • Não se esqueça de olhar a validade.
  • Ao chegar em casa, peneire toda a tapioca e guarde em recipiente bem tampado, na geladeira.
  • Não há necessidade de adicionar água, porque essas de supermercado já vêm hidratadas.
  • Na hora do preparo de uma verdadeira tapioca, retire o recipiente de geladeira. Mas a tapioca crua deve continuar gelada, pois ela pode azedar, depois que se abre o pacote, fechado à vácuo.
  • Aqueça uma frigideira antiaderente.
  • Pegue uma porção – tipo colher de servir arroz – e peneire sobre a frigideira, formando uma camada que não seja fina demais.
  • Proceda como se faz panqueca.
  • Recheie como quiser. Se gostar, regue levemente com azeite ou com a manteiga de sua preferência.
  • Sirva imediatamente, pois o sabor fica bem melhor!

Arroz cuiabano à moda de Minas.

Arroz cuiabano à moda de Minas 

  • Arroz já pronto, feito normalmente. Pode ser aquele que sobrou do dia anterior.
  • Carne moída já pronta, também, bem saborosa, do jeito que você e sua família gostam.
  • Fatias finas de queijo Minas, em quantidade suficiente para dar sabor e liga.
  • Rodelas de banana passadas na manteiga, até corar um pouco. Use, de preferência, bananas da terra bem maduras. Ou seja, com a casca já escura e macias ao toque.
  • Cheiro verde entre as camadas (opcional).

Monte camadas num refratário untado com manteiga, na sequência acima. Repita as camadas, como quiser.

Leve ao forno – pré-aquecido – por 20 minutos, mais ou menos, ou até que o queijo derreta e as bananas exalem um aroma bem gostoso!

Sirva com uma boa  salada de vegetais crus (mix de folhas, tomate, cenoura e beterraba raladas etc etc).

Observações:

  • Não deixe muito tempo no forno, senão o arroz resseca.
  • Eu corto as bananas em rodelas porque facilita, na hora de servir.
  • Se sobrar, é só guardar na geladeira, coberto com plástico filme, ou dentro de um recipiente com tampa. Depois é só aquecer no microondas.

Nota: agradeço à Cristina Carvalho * – minha querida irmã – por ter me falado, por telefone, como seria o almoço dela, naquele dia. Descreveu, rapidamente o “arroz cuiabano”. Resolvi fazer, gostei muito, fotografei e transformei em uma nova receita. Obrigada, Cristina!!!

*Minha irmã mora em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, juntamente com seus familiares, que eu adoro –  e onde encontro suas – e minhas –  amigas maravilhosas!!!

Conserva de pimentas

Conserva de pimentas

  • Mix de pimentas frescas, que são saborosas, mas quase não ardem: pimenta dedo de moça (sem as sementes); pimentas de cheiro – amarela e laranja; pimenta Cambucy (parece um chapéu); um pouquinho de pimenta “bode” vermelha ou amarela (sem as sementes, pois senão ardem muito!).
  • Eu compro todas elas no Mercado Central, em BH e escolho uma por uma, conforme as tonalidades. Para um vidro com capacidade de 500 ml, eu escolho 2 ou 3 unidades de cada tipo de pimenta.
  • Alho fatiado bem fininho (1/3 da quantidade de pimentas).
  • Azeite extra virgem (suficiente para cobrir as pimentas fatiadas, já no vidro de conserva).
  • Sal – 1 colher das de café.

Lave e corte em fatias muito finas, as pimentas e o alho.

Misture tudo muito bem. Adicione o sal e coloque no vidro de conserva (tipo vidro de palmito). Acrescente o azeite até cobrir tudo. Tampe muito bem e deixe curtir por 2 dias, para realçar os sabores das pimentas e do alho.

Saboreie com qualquer prato ou sanduíche. Se você curte pimentas como eu, vai adorar essa conserva de pimentas!!! Ótima para dar de presente, também!

NOTA: agradeço à minha prima Fatinha, que me deu de presente um vidro dessa conserva deliciosa!!! Ela aprendeu com uma amiga, Vera Lúcia Rodrigues Caruso.

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Falando de Psicologia – (35) – Portadores de deficiência: a aceitação e a família (II)

Portadores de deficiência: a aceitação e a família (II) 

     No artigo anterior tive oportunidade de conceituar aceitação e criança excepcional (ou portadora de necessidades especiais, ou então, portadora de deficiência). Hoje comentarei alguns aspectos da aceitação familiar.

Como se manifestam a aceitação e a não-aceitação de uma criança?

Uma família que esconde um filho portador de necessidades especiais, não o aceita. Da mesma forma, se a família que se envergonha desse filho, isso é sinal de que ela também não o aceita.

Esses são exemplos de não-aceitação ou rejeição. Mas, a família que deseja que o filho seja mantido em instituições e que ele passe pouco tempo em seu meio, também o está rejeitando. Quando os pais castigam um filho simplesmente porque urina na cama, ou o ridicularizam porque não sabe pronunciar bem as palavras, também estão dando mostras de que não o aceitam tal como ele é, com suas habilidades e com suas limitações. Quando os pais não sabem ouvir pacientemente o que o filho está tentando dizer, achando que ouvir uma criança que lhes dá trabalho é perda de tempo, é sinal de que eles não aceitam o papel de pais, no seu sentido mais elevado.

Qual a importância da aceitação, por parte dos pais, para o futuro de uma criança?

Um dos maiores avanços da Psicologia e da Psiquiatria nas últimas décadas, foi a demonstração da importância do cuidado que os pais dispensam aos filhos, nos primeiros anos de vida, para a sua saúde mental futura. Já se verificou que é essencial para a manutenção do equilíbrio emocional, que a criança experimente um contato caloroso, íntimo e contínuo com sua mãe, no qual tanto a criança como a mãe encontrem satisfação e bem estar. Quando uma criança não vivencia isso com sua mãe ou com outra pessoa que a substitua, dizemos que essa criança tem uma privação do carinho materno.

Existem vários estudos comprovando os efeitos dessa privação sobre a criança. Mostrou-se, entre outras coisas, que o desenvolvimento dessas crianças é quase sempre mais demorado – seja do ponto de vista físico, intelectual ou social – e que sintomas de doença física ou mental podem aparecer; quero dizer, a criança torna-se mais vulnerável às enfermidades, de uma maneira geral; rende aquém de suas possibilidades intelectuais; ajusta-se pouco aos outros.

Ao considerar tal afirmativa, nós precisamos nos lembrar de que muitas crianças já têm, desde o seu nascimento, alguma deficiência física ou mental. E a sensação de não serem aceitas integralmente pelos pais, impede essas crianças de renderem tudo de que seriam capazes. Por exemplo, uma criança que tenha um retardo moderado, tem condições de aprender diversas tarefas, podendo, inclusive, tornar-se uma pessoa útil e com uma certa autonomia. Mas, se ela não é aceita pela família, devido às suas dificuldades, é muito provável que ela não consiga assimilar muito daquilo que seu potencial permitiria.

Acredito que só o pai ou a mãe, que tenha um filho com necessidades especiais, seja capaz de compreender, na íntegra, o sofrimento de outro pai ou mãe nas mesmas condições. E, naturalmente, esse sofrimento pode levar a atitudes de rejeição do filho, muitas vezes sem que os pais percebam, pois isso é algo não conscientizado, de uma maneira geral.

Sei muito bem que não é dizendo aos pais que é preciso aceitar os filhos para o próprio bem deles, que essa aceitação ocorrerá. Sei que isso representa, muitas vezes, uma cicatriz profunda e dolorosa, merecendo de nós todo o respeito e consideração. Mas, eu gostaria de dizer a esses pais que existem muitas pessoas que podem e querem ajudá-los. São pessoas treinadas, cuja formação favorece o desenvolvimento das crianças portadoras de alguma deficiência. Além disso, poderão se tornar aliadas dos pais na promoção do bem estar e da felicidade de seus filhos. Em outras palavras, eles não estão sozinhos em sua missão, por mais desafiadora que ela possa parecer-lhes.

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Falando de Psicologia … (34) – Portadores de deficiência: a aceitação e a família (I)

Portadores de deficiência: a aceitação e a família (I)

   Com o artigo de hoje quero expressar meu grande carinho por todas as pessoas portadoras de alguma deficiência. Vou focalizar a importância da aceitação da criança excepcional (ou especial), tomando como referência o ambiente familiar. Falarei, então, sobre o que é aceitação e o que significa criança excepcional.

Creio que seria melhor começar pela definição do que é uma criança excepcional. Existem dois conceitos para isso. Um deles, o conceito mais popular, considera excepcional apenas a criança com um retardo intelectual e físico. O outro, o conceito acadêmico, chama de excepcional toda criança que apresente qualquer perturbação – seja de ordem intelectual, física ou psicológica. Portanto, esse conceito é muito mais amplo e, dentro dele, o excepcional (termo alusivo a “exceção”) é tanto a criança com retardo mental, quanto aquela que possui uma inteligência muito acima da média. É também considerada excepcional toda criança que apresente algum impedimento físico ou sensorial – crianças paralíticas, crianças cegas, surdas, mudas etc. mesmo que sua inteligência seja normal. Da mesma forma, uma outra criança que apresente distúrbios de conduta, mas com a inteligência preservada, também é enquadrada no conceito de criança excepcional. Os distúrbios de conduta são bem variáveis. Assim, a criança enurética (que urina na cama após os seis anos, sem uma causa orgânica), criança muito agressiva, criança com sono agitado, com hábitos tais como: roer unha, chupar o dedo, são alguns exemplos que mostram o que seria distúrbio de conduta.

Agora vou passar ao outro tópico – o da aceitação da criança no seio da família. Devo esclarecer que toda vez que me referir ao excepcional, eu o estarei considerando dentro daquele sentido amplo, acadêmico.

Todos os pais desejam ter um filho livre de qualquer distúrbio. E, quando se vêem diante de uma criança com algum desses problemas que citei, isso é motivo de sofrimento para eles. E é muito compreensível esse sentimento. Muitas vezes a expectativa dos pais era tão grande em relação ao que seria seu (sua) filho(a), que eles simplesmente não se conformam quando se deparam com uma outra realidade. Podem surgir algumas atitudes que caracterizam uma não-aceitação da criança. Mas, o que é aceitação?

Aceitar uma pessoa é recebê-la integralmente. É ter consideração por ela, com as suas qualidades e limitações. Portanto, aceitar significa acolher alguém por inteiro.

O mais habitual entre as pessoas é aceitar uns e não aceitar outros. Às vezes, no mesmo grupo familiar, os pais revelam atitudes diferentes no contato com os filhos. Vamos imaginar uma família constituída pelo casal e dois filhos. Um deles é o que os pais sempre esperaram – responsável, obediente, educado, um ótimo aluno. O outro, com frequência, desobedece, é desordeiro, não vai bem na escola.

Este segundo menino do exemplo citado, de acordo com aquela definição acadêmica que vimos, seria considerado um menino excepcional. Da mesma forma, atitudes de não-aceitação ou rejeição podem ser encontradas numa família onde haja uma criança com retardo mental, com alguma deficiência de ordem física ou com algum distúrbio de comportamento. E essas crianças não são aceitas porque não correspondem às expectativas dos pais – de terem filhos sadios e ajustados em todos os sentidos.

A experiência de não ser aceita integralmente, sobretudo pelos pais, pode levar uma criança a não render tudo de que é capaz, acentuando ainda mais as suas dificuldades. Como esse assunto é muito amplo e complexo, voltarei a abordá-lo no próximo artigo, quando então comentarei as interfaces da aceitação familiar.

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Mousse de nozes

 

                      Mousse de nozes                             

  • 300 g de nozes trituradas.
  • Algumas nozes inteiras (sem a casca) para decorar a mousse depois de desenformada. Reservar.
  • 2 latas de leite condensado.
  • 1 caixinha de creme de leite.
  • 5 claras.
  • 3 colheres (chá) rasas, de gelatina em pó incolor.
  • Meio copo de água para dissolver a gelatina.

Com antecedência, coloque as latas de leite condensado em uma panela de pressão com água que as cubra. Depois que a panela apitar, marque 30 minutos para cozinhar o leite condensado.

Desligue o fogo, escorra a água e deixe as latas esfriarem completamente, antes de abri-las.

Bata as claras em neve e reserve.

Bata os doces de leite condensado e acrescente as claras em neve e as nozes trituradas.

Hidrate a gelatina e leve ao micro-ondas por 20 a 30 segundos, para dissolver bem. Junte essa gelatina à mistura de nozes, claras e doce de leite condensado.

Bata um pouco para homogeneizar.

Unte uma forma com 30 cm de diâmetro e coloque a mousse para gelar.

Para o molho/calda que acompanha a mousse: 

  • Nozes picadas em pedaços médios (mais ou menos 100 g).
  • 1 lata de leite condensado.
  • 1 caixinha de creme de leite.
  • 1 copo (250 ml) de leite.
  • 1 colher (chá) de essência de baunilha.
  • 1 colher (sobremesa) de maisena dissolvida em meio copo de leite.

Misture tudo e leve ao fogo – mexendo sempre – até engrossar.

Gelar.

Escolha um prato bem bonito e desenforme a mousse quando estiver firme.

Decore com as nozes reservadas e sirva a calda ao lado, como acompanhamento. Tudo muito bem gelado!!!

Se a calda estiver muito consistente, adicione um pouco de leite para ralear um pouco.

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Nota: A receita da mousse de nozes faz parte do receituário de família da minha amiga Licinha Barreto, que gentilmente compartilhou comigo! Agradeço muitíssimo, querida amiga!

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